terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lembranças do meu avô

Foi estranho passar pela porteira do sítio e não avistar nosso avô de longe, sentado em sua cadeira de balanço frente à porta.
Fiquei a recordar as brincadeiras de criança entre as plantas, no curral, em cima dos pés de umbu e de seriguela. Eu era feliz com minhas aventuras! Vovô Pedro sempre atento: "Cuidado, menina!"
Poder chamar de quintal a vastidão de coisas por trás da casa, a beleza da natureza em volta. Na simplicidade de olhar as galinhas, nas 'palmas' que vovô cortava para alimentar o gado, o rio Potengi passando pertinho de nós - deixando florescer um pé de manga que meu pai sempre busca e vovó sempre se esbalda, ainda que precise se privar pela saúde! Ainda mais lindo e completando o cenário do momento: o pôr do sol.
Essas maravilhas de Deus permanecerão, ainda que vovô não esteja mais aqui.
Seu corpo se foi, mas a lembrança do esposo, pai, avô, ficará. Ele está pertinho de Deus agora, olhando, e com certeza torcendo pela felicidade de todos nós, os quais ele criou e amou.
Basta sentir o vento tão puro, que ele também sentia sentado em sua cadeira... É como sentir seu alívio por ter chegado à eternidade, assim como uma maneira de estar mais perto de nós.
A certeza de que ele está em paz acalma nossos corações, os quais sempre o levarão.

Um comentário:

Igor Barboà... disse...

Humm... boas memórias...as de nossos avós... Acho que você vai gostar de ver o que fiz para os meus

http://eus-sinestesia.blogspot.com/2010/03/o.html