segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Minhas bodas de palha


Mais um ano desde o meu nascimento se passou e quanta coisa aconteceu. Lembro das comemorações (cada festinha surpresa, pedacinho de bolo), das conquistas, das viagens, de tanta história a contar. Com certeza não foram só bons momentos. Chorei de dor, perdi pessoas muito importantes, decepcionei-me com várias. Fui forçadamente aprendendo, mas isso também faz parte da vida. O tempo vai passando e mal percebemos como as coisas acontecem.

O que reflito hoje é em que pessoa me tornei.

Carrego algumas denominações. Sou filha, neta, irmã, prima, sobrinha. Sou universitária. Sou cantora. Considero-as “títulos”. Minha indagação é a respeito de quem sou em essência, do que gosto, das minhas virtudes, da minha capacidade de amar e de perdoar.

Vida. Eis que estamos aqui e talvez nem saibamos o que é viver. Alguns dizem que descobrimos quando ela acaba e outros dizem que ela ainda está por vir, na eternidade. Minha opinião? Às vezes penso que só estou fazendo os dias passarem, que me faltam contribuições. Esse pensamento é menos egoísta do que o de “fazer minha parte”, a qual nem sempre consigo realizar.

Quero fazer minha vida valer a pena. Sobretudo, porque a vida é minha e quem tem a autonomia para fazer as escolhas para isso sou eu. Contudo, evito monólogo. Não posso ser protagonista disso que chamo minha vida sem tudo que me cerca. Preciso da minha família, dos meus amigos, de um amor. E é a atuação desses antagonistas que completa o enredo, ainda que promova as intrigas. Disse Agnaldo Silva, ainda que em contexto ímpar, esta semana: “pessoas normais dão péssima dramaturgia”. Com todo meu discurso, ponho-me em contradição: seria minha vida uma representação, uma novela, uma peça? E a sua?

Tenho defeitos, muitos. O que sou, cada um que julgue ao bel prazer, todavia sei o que sou; só eu e Deus, que conhece meu pensar. De todo não sou má, porém, posso ser muito melhor. E assim vou seguindo, contando a vida pelos anos passados, pelas conquistas, pelas viagens, pelas cicatrizes, pelas pessoas que conheço, pelas que amo, pelas que se vão.

Agradeço a DEUS por mais um ano de vida! Pelas oportunidades (de estar viva, de poder comemorar, de agradecer), pela minha saúde, pelo alimento, pela vestimenta, por eu ter uma família que me acolhe, por eu ser tão falha e ainda ter o amor Dele.

Agradeço ainda a todos que me desejaram felicidades pelo meu aniversário, de qualquer forma. Recebi abraços, mensagens nas mídias sociais, presentes. Reconheço que essa mobilização demandou um tempinho de cada um, para escrever ou pensar em como me deixar mais feliz. Li todos, ainda que não tenha como ter respondido, e declaro, meu dia foi mais feliz por isso, sim!

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