Na academia adquiri um senso menos comum com relação a algumas coisas. Uma delas foi a teorização da palavra “cultura”. Não tenho respaldo filosófico ou antropológico para discutir com propriedade. As disciplinas que me couberam tal conceito foram de algumas aulas de epistemologia e arte, nos moldes geográficos e literários.
Minha inquietação para esta exposição foi a relação entre música e cultura, em uma declaração de que determinada música “não é cultura”!
A ideia que tenho de cultura é daquilo que faça parte dos costumes de um povo. Com a oração proferida, coube-me pensar na abrangência do termo.
A sociedade critica o que não está inserido em certa subdivisão, a fim de agradar convencionalmente determinada estância social. Isso não acontece apenas com preferências musicais – tudo o que não agrada é lixo – como também em relação a lugares freqüentados, vestimentas, preferências alimentares de cada um, o qual interfere respectivamente no outro.
Se uma música é veiculada (para ouvir, para dançar, para manifestar), independente do público alvo e se ela tem ou não qualidade melódica e harmônica, ela faz parte da cultura. É fato, que canções de letras esdrúxulas circulam cada vez mais nas mídias, e é opcional ouvi-las. A questão de “gosto” não entra na discussão do que entendo por cultura. É questão de admitir o diverso.
Meu trabalho enquanto cantora, hoje, é me submeter, em conjunto com outras pessoas, a separar canções para um público específico ao passo que é também diversificado. Contudo, estamos expostos a ouvir esse tipo de comentário.
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